Foi bastante empolgante saber que Vin Diesel estaria de volta para reeditar a dupla de sucesso com Paul Walker no primeiro filme, que estabeleceu um marco na história dos filmes de ação com carros tunados, além de mudar para sempre a indústria nacional de modificações de carros, até mesmo elevando o padrão dos acessórios que já vem de fábrica dos carros zero quilômetro.
Foi também interessante saber que haveria uma reunião de todos os participantes principais dos demais filmes da série. Fui ao cinema curioso para saber como os roteiristas haviam engendrado este encontro.
Mas foi, acima de tudo, preocupante saber que toda a ação deste quinto filme teria como cenário o Rio de Janeiro. Por experiências anteriores, nunca deu muito certo quando Hollywood tentou retratar a nossa realidade, tão diferente da deles, e mais ainda diferente do que eles imaginam que seja a nossa!
Vamos ao checklist: a) brasileiros falando português sem sotaque da terrinha? Aprovado com nota nove; b) deserto no Rio de Janeiro? Reprovado com nota zero; c) viaturas Mustang da polícia? Nota zero; d) bandidagem dos morros do Rio que se rende diante de meia dúzia de policiais gringos com cara de mau? Nota zero! E mais um filme que não passa na prova...
Deixando a verossimilhança de lado, o filme traz boas cenas de ação, mas repudia algumas leis da física com extrema naturalidade. O roteiro não traz nada de fenomenal, mas fica um clima nostálgico do primeiro filme por conta dos reencontros promovidos nesta quinta (e última?) sequência.
Apesar dos pesares, e talvez por conta desta re-união, o filme ainda sim acaba sendo melhor do que os três últimos da série, só perdendo para o primeiro mesmo.
Ainda em tempo: senti falta de mais cenas com os carros...
Para assistir em:cinema, para os fãs da série, e DVD, para os demais.
Para assistir com:amigos que curtam filmes de ação e carros.
O filme lembra bastante um precursor do mesmo estilo, Seabiscuit. Apesar de a história ser extremamente parecida, vale dizer que Secretariat ganha o páreo por se tratar de uma história 100% real de uma dona de casa e mãe, Penny Chenery (Diane Lane), que se vê obrigada a assumir os negócios do pai doente.
Com o pouco de conhecimento que tinha de estábulos e de cavalos, ela consegue ficar com a cria de um cavalo de corrida bastante premiado. Precisando levantar recursos para que o pai não perca os negócios, ela contrata um treinador veterano (John Malkovich, ótimo como sempre) para transformar a cria, que acaba recebendo o nome de Secretariat, em um cavalo vencedor.
Sofrendo também por ser uma mulher em um mundo dominado até então por homens, contra tudo e contra todos, ela parte para tentar fazer o que nenhum cavalo conseguira em 25 anos de história do esporte: vencer a Tríplice Coroa, uma sequência de três das mais pesadas corridas, em 1973.
Gostei do retrato de época, bastante competente, e das boas atuações. Fenomenal é saber que o feito de Secretariat é real. A última das três corridas, ápice do filme, é muito emocionante. Veja abaixo:
Um filme dos estúdios Disney (filme mesmo, não é desenho ou animação), bem gostoso e com cara de sessão da tarde. Vale a pena por ser uma história real.
Para assistir em:DVD
Para assistir com:a família, principalmente com crianças mais crescidinhas.
Reencontrando a Felicidade
Local: Arteplex Frei Caneca
O filme Reencontrando a Felicidade não é um filme fácil de assistir. A história é bem pesada e tinha tudo para ser mais um filme triste e melodramático. Mas o cuidado que o diretor e roteirista tiveram para deixar o filme interessante e não cair no melodrama foram fundamentais para resultar em um filme bem bonito.
Vale lembrar também da atuação impecável de Nicole Kidman que está ótima no papel e até foi indicada ao Oscar neste ano.
O filme conta a história de um casal que perdeu o filho de 5 anos em um acidente e que passa pelo processo de aceitação para seguir a rotina diária. Assim como o filme "Como Esquecer", filme nacional que fala sobre o fim de um relacionamento amoroso, Reencontrando a Felicidade mostra toda a dificuldade que os pais, em especial a mãe, tem em continuar a vida após a morte de um filho.
O achei mais interessante no filme foi que todo o melodrama da morte não é apresentada no filme. Quando começa, a tragédia já aconteceu e é contada aos poucos, como parte de conversas do dia a dia das personagens. Ao fazer isto, a história fica muito mais humana e parecida com a realidade. Em uma das cenas, a mãe de Nicole diz para ela que a dor nunca vai passar mas que, com o tempo, ela se torna suportável e assim ela conseguirá seguir os dias. Triste, mas verdade. E humano. Por cenas deste tipo, gostei muito do filme e gravei partes dele na minha memória. Sinal que marcou. Recomendadíssimo!
Trailer do filme:
Para ver: no cinema, de preferência
Batatômetro: ótimo
Entre os vários heróis da Marvel que já fizeram sua estreia nas telonas, Thor está entre os menos badalados. Baseado no deus da mitologia nórdica, de cabelos vermelhos, barba e grande estatura, Thor representa a força da natureza (trovão) no paganismo germânico, e dispara raios com o seu poderoso martelo Mjolnir.
No cinema, é representado, ou melhor dizendo, interpretado por um desconhecido Chris Hemsworth, até então um ator de papéis secundários em poucos filmes de menor expressão. Nada disso parece importar ao público feminino quando o rapaz aparece em cena sem camisa, arrancando suspiros contidos ou reações mais esfuziantes por toda a sala. Tenho que admitir, o moço faz jus ao papel.
Beleza à parte, nada a dizer sobre a interpretação do rapaz. O papel não demanda grandes cenas dramáticas. Um trabalho direitinho de um ator sem nada a provar e nada a perder. E do jeito que andam as vendas nas bilheterias yankees, com muito a ganhar!
O filme em si é 100% pipoca, 0% trama. Nada mirabolante, nenhuma imprevisibilidade. Vale pela diversão, pelos efeitos especiais, e muito mais até pelas cenas de comédia do que pelas cenas de ação.
O elenco conta ainda com a ilustre presença de Antony Hopkins na figura de Odin, pai de Thor, e da inebriante beleza de Natalie Portman, desta vez em um papel fácil.
Mulheres, convidem seus homens para uma ida ao cinema. Chris Hemsworth é o motivo, mas se eles perguntarem, é um filme de ação sobre um herói dos quadrinhos com efeitos especiais em 3D. Isso deve bastar.
Homens, convidem suas mulheres para uma ida ao cinema. Natalie Portman é o motivo, mas se elas perguntarem, não tem outro jeito: usem a carta Chris Hemsworth em toda a sua glória e em 3D. Isso deve bastar.
Para assistir em:salas de cinema em 3D, de preferência
127 Horas é a história real do famoso alpinista Aron Ralston (James Franco, ótimo), que tem que salvar a própria vida após ficar preso por uma pedra que cai e esmaga o seu braço direito contra a parede de um desfiladeiro isolado em Utah. Não tendo comunicado a ninguém sobre sua aventura, nos cinco dias que se seguem, Ralston tem que ganhar coragem para sobreviver com os meios disponíveis, superando principalmente os efeitos psicológicos do desastre.
Uma história de superação muito bem filmada em um estilo mais autobiográfico. Gosto bastante do jeito Danny Boyle (diretor de “Quem Quer Ser Um Milionário”) de contar histórias. James Franco concorreu merecidamente ao Oscar de Melhor Ator.
Segundo relatos da imprensa, algumas pessoas chegaram a desmaiar em razão da cena mais forte do filme. Isso teria ocorrido durante a exibição do filme no Festival de Toronto. Minha esposa não quis ver essa cena e fechou os olhos...
“Bruxa de Blair” + “Náufrago” = 127 Horas
Para assistir em:Algumas (poucas) salas cinema ou pela Internet mesmo
Para assistir com:quem gosta de aventuras e tem estômago forte
Definitivamente, Jack Black é um ator que divide opiniões. Lembro até hoje de três filmes dele que assisti com minha esposa. Eu gostei dos três, ela só de um. Eu adorei “Escola de Rock” (School of Rock). Achei o filme bastante original, trazendo um Jack muito inspirado. Gostei bastante de “Rebobine, Por Favor” (Be Kind Rewind), de roteiro bem simples e muito interessante. Em “Trovão Tropical” (Tropic Thunder), um papel secundário de primeira em um estilo de comédia bem peculiar.
Aliás, peculiar é também uma palavra que define Jack (que ainda empresta a voz ao Panda lutador de Kung Fu em animação da Dreamworks). Por isso mesmo é que as opiniões divergem tanto. Seu estilo de fazer comédia nunca foi unanimidade.
Desta vez, em “As Viagens de Gulliver”, ele ataca de entregador de correspondência em um jornal de Nova York. Apaixonado há anos pela colega de trabalho Darcy (Amanda Peet), Lemuel Gulliver (Jack Black) resolve se declarar e acaba se enrolando. Isso resulta em um convite dela, editora do jornal, para analisar um texto dele sobre suas viagens. Uma coisa leva a outra, e Gulliver acaba sendo enviado ao Triângulo das Bermudas como primeira tarefa, que deveria durar semanas. Uma tempestade no caminho acaba levando-o à cidade de Lilliput, onde as pessoas são bem pequenas. Gigante perto dos cidadãos locais, Gulliver é considerado uma ameaça, mas aos poucos conquista a simpatia do povo e modifica completamente sua rotina.
Quando aluguei o filme, minha expectativa era a de assistir a uma sessão da tarde. E acertei em cheio. Os efeitos especiais não salvam, e Jack Black não está inspirado. Mais um para a lista dos filmes de Jack Black que a minha esposa não gostou. É do tipo que você já esquece assim que acaba. Alías, como é mesmo o nome do filme?
Para assistir em:DVD
Para assistir com:sozinho(a) mesmo; não vá torturar os outros...
Fiquei com vontade de assistir "Minha Versão do Amor" principalmente por ter o Paul Giamatti como ator principal.. Ele é um ótimo ator e sempre participa de filmes muito interessantes.. Além disto, este filme ainda conta com o Dustin Hoffman e com o lindo lindíssimo Scott Speedman - o Ben da série Felicity - que, apesar de não ser muito bom ator, é muito lindo.. e é sempre uma ótima diversão ficar vendo-o nos filmes.... Este é na verdade o segundo filme que vi dele.. o primeiro foi o ótimo mas triste "Minha vida sem mim"..
Achei difícil classificar o filme "Minha Versão do Amor".. ele é realmente um filme muito bem feito, com uma história bem amarrada.. mas achei meio "novelístico" demais.. E também achei uma visão do amor meio fantasiosa demais, um pouco superficial. A versão do amor de Barney é aquela visão clássica: a de um homem que se apaixona à primeira vista por uma mulher, que larga tudo e faz de tudo para conquistá-la e fica apaixonado a vida inteira até fazer uma besteira e acabar sozinho e amargurado.
Embora sensível e com ótimos atores, o filme é completamente esquecível .. talvez pela visão superficial do amor que é o centro da história. Uma peninha.
“As coisas impossíveis do Amor” é uma história bastante emocionante de superação de algumas dificuldades que o amor impõe. Emilia (Natalie Portman) é uma advogada casada com Jack (Scott Cohen), chefe da firma em que trabalha. Tudo perfeito até ela engravidar e perder o bebê poucos meses depois do parto. Para tentar lidar com a dor, Emilia luta para se relacionar melhor com o enteado, filho do primeiro casamento de Jack, missão nada fácil. Como se isso não bastasse, ainda tenta superar todas as brigas com Carolyn (Lisa Kudrow, a Phoebe do antigo seriado Friends), a ex-mulher de Jack.
Difícil apontar alguma interpretação razoável neste tocante filme. Lisa Kudrow finalmente encontrou o tom certo na interpretação da ex-mulher, em um papel que, pela primeira vez, não me fez lembrar a Phoebe. O fato de o filme ser muito mais drama do que comédia ajudou, sem dúvida. Scott Cohen interpreta um convincente marido que faz malabarismos para lidar com os conflitos entre a ex-mulher, a atual, e o fruto do primeiro casamento. Aliás, o papel do filho também é conduzido com extrema competência por um desconhecido ator mirim. Por fim, uma sempre inspirada e cada vez mais linda (suspiros) Natalie Portman, que coroa este belo filme.
A grata surpresa deste filme é pelo fato de não ter sido muito alardeado pela mídia, e pra ser sincero nem sei se chegou a marcar presença nas telonas.
Se o colírio para os olhos chamado Natalie Portman não for suficiente para valer a locação, esta emocionante história deverá fazer o serviço.
Alice (Ingrid Guimarães, ótima) é uma workaholic que está tentando se equilibrar entre a rotina de trabalho e a família. Depois de perder o emprego e o marido (Bruno Garcia), Alice vai descobrir com a ajuda da vizinha Marcela (Maria Paula) que é possível ser uma profissional de sucesso sem deixar os prazeres da vida de lado.
Fiquei tentando lembrar quando foi a última vez em que um filme nacional me fez rir tanto. Acho que com a mesma intensidade, só “Se Eu Fosse Você”, tanto o 1 quanto o 2. Este filme é muito engraçado. Comédia de ótimo gosto, com cenas divertidíssimas. Nunca vi Ingrid Guimarães tão engraçada. A cena do jogo de futebol é impagável e vale o filme.
Para assistir em:DVD
Para assistir com:o(a) companheiro(a) e os amigos; família mais liberal também.
Não sou fã incondicional dos Beatles. Nunca comprei um CD sequer da banda. O que me levou a alugar este filme foi ter assistido ao trailer, que é bem interessante.
O filme retrata a vida de John Lennon antes de ser John Lennon. Sua adolescência, seu relacionamento com a tia, que foi quem o criou, e o reencontro com a mãe em busca de respostas sobre o passado. O sonho em ser como Elvis Presley, que resultou no nascimento da amizade com Paul e outros amigos da escola, dando início à banda que depois viria a se tornar o que se tornou. Uma vida conturbada, que encontrou na música a válvula de escape de toda sua energia e seus dilemas.
Um ponto positivo? As interpretações, com destaque para Aaron Johnson (John Lennon), muito competente e convincente. Um ponto negativo? Não ter mostrado a banda estourando, já que o filme ficou centrado essencialmente na vida de Lennon, e não no surgimento dos Beatles.
Para quem ama os Beatles, um filme indispensável. Para os demais, vale a locação.
Para assistir em:DVD
Para assistir com:qualquer pessoa que conheça os Beatles e John Lennon.
O que me levou a alugar este filme foi, além do gênero, o elenco: Anthony Hopkins, Naomi Watts e Antonio Banderas. Pensei: “um filme com pelo menos dois bons nomes (Hopkins e Watts) deve ser bom”. Gosto de romance. Prefiro comédia romântica, faz mais o meu estilo, mas curto sim um romance de vez em quando. E levei o filme pra casa.
Pipoca pronta, refri também, filme na bandeja. Começam os créditos. Aquela lista enorme de nomes, que culmina no principal deles: o diretor. Não havia reparado no nome quando aluguei, confesso. E olha que geralmente reparo nisso. Não sei o que me deu essa vez, que não reparei. Acho que foi a beleza de Naomi Watts que me distraiu... rsrs.
Enfim, o que dizer de Woody Allen? Para mim, está na mesma categoria de Quentim Tarantino e Pedro Almodóvar. E não me refiro ao talento. A categoria seria “Diretores que ou você ama, ou odeia.” Com estes não existe meio termo.
Infelizmente para mim, eu odeio Woody Allen. Sinceramente não gosto dos estilos dos filmes dele, mas nem por isso desisti de assistir. Já estava lá mesmo...
Pra minha surpresa, o filme não foi péssimo. Alguns momentos ruins, sim, normal. Mas tenho que confessar que gostei do desfecho. Não porque o filme acaba (sempre sinto que falta um final nos filmes deste diretor), mas sim pela mensagem que fica. Nada imprevisível, nada revelador, mas ainda sim bem colocado.
A história basicamente gira em torno de casais infelizes em seus relacionamentos, que buscam a felicidade em outros relacionamentos. É marido infeliz com atração pela nova vizinha, que por sua vez questiona seu noivado por retribuir o flerte, enquanto a esposa infeliz luta contra o sentimento que passa a nutrir pelo chefe; mulher de idade que busca alegria em vidente charlatã por causa do ex-marido velho que a trocou por uma garota de programa com idade suficiente para ser filha dele, ou até mesmo neta. É uma salada mista que se desenrola até o desfecho, quando a mensagem final é deixada, ainda que o filme não termine.
Um filme com a assinatura de Woody Allen, com todo o sentido que esta frase tem.
Para assistir em:DVD
Para assistir com:uma companhia que tenha a mente aberta para filmes diferentes.
Tetro
Local: Cinesesc - Mostra Melhores Filmes 2011
Fui assistir ao filme sem saber praticamente nada sobre ele.. é algo que sempre gosto de fazer para ter a surpresa de descobrir a história aos poucos...
E foi muito bom ter feito isto.. não sei se lesse sobre o filme acabaria assistindo.. De qualquer forma, estava na mostra Melhores Filmes de 2010 lá no Cinesesc e, por isto, as chances de ser um filme ruim eram poucas.
E realmente não é ruim não.. mas também não é daqueles filmes que você se emociona e que se lembra por um tempão ... mas é um bom filme. Um pouco dramático demais.. acho que se Coppola tivesse poupado uma parte dos dramas na história, talvez o filme ficasse mais leve e melhor.
O grande lado positivo do filme é a qualidade das imagens. Atualmente é muito difícil vermos filmes com fotografias extremamente artísticas como em Tetro. A maior parte do filme é apresentada em PB e só algumas cenas são coloridas... O resultado é uma fotografia linda que mostra Buenos Aires de uma forma ímpar, com um ar clássico..e é até uma surpresa percebermos que a história acontece nos dias atuais (2009).
Tetro conta a história de um escritor que, traumatizado pelo relacionamento problemático com o pai, foge para Buenos Aires. Lá ele tenta esquecer todo o seu passado e começar uma nova vida mas é forçado a encarar o seu passado quando o seu irmão mais novo Benjamin também foge e vai atrás dele na Argentina. Benjamin descobre um livro inacabado de seu irmão que conta todo o relacionamento conturbado de Tetro com seu pai e o desenrolar da história explica tudo o que acontece no filme.
Mas a história é tão dramática que fica difícil nos reconhecermos e nos emocionarmos com o enredo.. de qualquer moda, a história é apresentada de uma forma muito artística e bonita, o que prende a atenção durante todo o filme. As cenas são realmente muito bonitas e o ator que faz Benjamin (Alden Ehreinreich) é simplesmente lindo e vale a pena ver o filme só para ficar ali vendo ele.. tudo!
Agora o fillme tem outro lado bem negativo: é irritante e surreal o clima mambembe das pessoas que vivem em Buenos Aires.. Achei muito forçado e, de verdade, bem bobo e datado. E dá pena também ver Carmen Maura desperdiçada num papel totalmente secundário e inexpressivo.
Tirando estes pontos, Tetro é um filme interessante e que entretém.. mas pode ter certeza que dentro de um ou dois dias, será completamente esquecido.
A melhor tacada da Disney nos últimos tempos foi trazer John Lasseter, uma das mentes brilhantes por trás da Pixar, para reformular os batidos desenhos que viviam sob a sombra do sucesso de Rei Leão.
As crianças agradecem, e os pais mais ainda. Afinal, antes eram obrigados a levar seus filhos ao cinema para aguentar 1 hora e meia de entretenimento 100% infantil. Agora, estes mesmos pais curtem tanto quanto, se não mais, os antigos “desenhos”, rebatizados de “animação”.
Com “Enrolados” não podia ser diferente. Com Lasseter no comando, a diversão adulta está garantida. Sim, o filme ainda é para crianças. Mas o humor está muito mais afinado, e agrada aos adultos em algumas cenas até mais do que agrada aos pequenos.
A história é a da Rapunzel, mas é uma versão 2.0 Reloaded. A menina dos cabelos longos é mantida por sua mãe postiça há anos trancafiada em uma torre no meio do nada, perto do nada. Tudo isso por causa dos poderes mágicos dos cabelos de Rapunzel. Com a desculpa de que o mundo lá fora é perigoso demais, a “mãe” que roubou a bebê Rapunzel dos pais, o Rei e a Rainha, consegue enrolar a menina até o dia em que um ladrão do condado, dublado por Luciano Huck na versão brasileira, se refugia na torre. Curiosa para saber sobre o mundo lá fora, Rapunzel então parte para a aventura.
Com cenas muito engraçadas e personagens ainda mais divertidos, “Enrolados” é garantia de um filme para descontrair e fazer rir pais e filhos. O selo de qualidade Pixar é 100% confiável.
Nicole Kidman, Juliane Moore e Meryl Streep, protagonistas de "As Horas"
Fazia uns 8 anos que tinha assistido ao filme "As Horas" no cinema.. Recentemente li, pela primeira vez, um livro de Virginia Woolf, o próprio "Mrs Dalloway" no qual o filme foi inspirado e resolvi reassistir ao filme, agora sob o olhar de quem leu o livro. E o resultado foi incrível !
Na época, lembro de ter gostado muito do filme e, inclusive, acabei até comprando-o numa destas promoções de DVD's. Estava com um pouco de receio de assistir pois é sempre uma aventura rever um filme que você gostou muito no passado.. muitas vezes, ele não faz mais sentido, parece datado, coisas do tipo.. mas nada disto se aplica ao "As Horas".
Com um dos melhores elencos que um filme poderia ter: Nicole Kidman, Juliane Moore e Meryl Streep nos papéis principais e atrizes como Toni Colette e Clare Danes como coadjuvantes, toda a responsabilidade do filme se transformar numa obra de arte do cinema recai sobre o diretor e o roteirista. Mas fico feliz em dizer que ambos fizeram um excelente trabalho.
Trailer do filme
O filme mostra, de uma maneira sensível e bem sutil, toda a angústia reprimida da personagem criada por Virginia Wools, Mrs. Dalloway, em três histórias paralelas influenciadas pelo livro: a da própria Virginia enquanto escrevia o livro, a de Laura, uma dona de casa nos anos 50 em uma crise existencial semelhante à personagem do livro e a de Clarissa, uma mulher nos dias atuais que, como a personagem do livro, planeja uma festa.
A forma que o diretor encontrou para passar a mensagem do filme sem recriar literalmente um filme sobre o livro tornou toda a história muito mais interessante. Para um conteúdo mais denso, o filme utilizou alguns fatos da vida real de Virginia Woolf, como o sofrimento com sua doença e o seu suicídio. E isto foi, sem dúvidas, um golpe de mestre. Lendo o livro, ficamos perturbados mas intrigados com o que seria a mensagem do livro. Com o filme, temos a mesma sensação mas sob uma diferente perspectiva, justamente por incluir detalhes da vida de Virginia que têm tudo a ver com a história.
Virginia Woolf
Fiquei muito impressionado com o texto da carta de suicídio que é apresentado no filme e fui pesquisar na internet para ver se ele é verdadeiro ou não e, pelo que percebi, é sim. Ela deixou esta mensagem para o seu marido quando saiu para se afogar no rio:
'Dearest, I feel certain I am going mad again. I feel we can't go through another of those terrible times. And I shan't recover this time. I begin to hear voices, and I can't concentrate. So I am doing what seems the best thing to do. You have given me the greatest possible happiness. You have been in every way all that anyone could be. I don't think two people could have been happier till this terrible disease came. I can't fight any longer. I know that I am spoiling your life, that without me you could work. And you will I know. You see I can't even write this properly. I can't read. What I want to say is I owe all the happiness of my life to you. You have been entirely patient with me and incredibly good. I want to say that - everybody knows it. If anybody could have saved me it would have been you. Everything has gone from me but the certainty of your goodness. I can't go on spoiling your life any longer.
I don't think two people could have been happier than we have been."
Uma tradução livre da carta seria:
"Meu querido, estou certa de estar ficando louca novamente. E sinto que desta vez não vou aguentar passar por estes momentos terríveis novamente. E não devo conseguir me recuperar desta vez. Comecei a escutar vozes e não consigo me concentrar. Então resolvi fazer o que parece ser a melhor coisa no momento. Você me deu a maior felicidade possível. Você foi, de todas as maneiras, o máximo que uma pessoa pode ser. Eu não acho que duas pessoas podem ser felizes como fomos até sermos atingidos por esta doença terrível. Não posso mais lutar. Eu sei que estou estragando a sua vida e que, sem mim, você poderia trabalhar. E você vai, tenho certeza. Vê, eu nem consigo escrever isto de maneira correta. Eu não consigo ler mais. O que eu quero dizer é que devo toda a felicidade de minha vida a você. Você tem sido extremamente paciente comigo e incrivelmente bom. O que eu quero dizer é que - todos sabem. Se alguém pudesse me salvar, seria você. Tudo acabou para mim exceto a certeza de sua bondade. Eu não posso mais atrapalhar a sua vida. Não acredito que duas pessoas possam ser tão felizes como nós fomos"
De alguma forma, dá para perceber uma certa confusão no texto, o que o deixa ainda mais real e emocionante. Achei superfofo e romântico.. Nesta parte do filme, já estava me acabando de chorar.... Além da carta, o filme usa partes de cartas e diários escritos por Virginia Woolf, enriquecendo o filme e reafirmando o que ela procurou passar no romance "Mrs Dalloway". Algumas passagens eram lindíssimas e anotei duas incríveis que, de uma certa maneira, resumem o espírito de todo o filme:
" To look life in the face
Always to look life in the face
And to know it for what it is
At last, to know it
To love it for what it is,
And then.. to put it away"
Encarar a vida de frente,
Sempre encarar a vida de frente
E conhecê-la, como ela é
Pelo menos, conhecê-la
Amá-la pelo que ela é
E então.. deixá-la de lado
E a frase que deu origem ao título do filme
"Leonard, always the years between us
Always the years,
Always the love,
Always.. the hours"
Leonard (o nome do marido dela), sempre os anos entre nós,
Sempre os anos,
Sempre o amor
Sempre.. as horas
Lindo, né?! O filme é extremamente poético e, na minha opinião, um clássico atemporal. Super recomendo..No meu blog, o moda2ponto0 coloquei um post sobre o livro Mrs Dalloway.. Leia aqui
Assistido em casa com uma parte da família (a que curte o gênero)
Filme mais recente do sempre polêmico diretor indiano M. Night Shyamalan, Demônio é um daqueles filmes de causar aflição, de fazer com que você agarre a almofada um pouco mais firme em alguns momentos. O suspense vai aumentando até o clímax final, quando se revela o que todo mundo quer saber.
Cinco pessoas tomam o mesmo elevador em um prédio comercial em um dia qualquer. Quando o elevador emperra, coisas estranhas começam a acontecer, o que faz com que os cinco passageiros comecem a questionar uns aos outros. Do lado de fora, por meio de câmeras de dentro do elevador, funcionários do prédio assistem a tudo o que se passa lá dentro, enquanto tentam encontrar uma forma de tirar os cinco de lá.
Para assistir em:DVD, de preferência de madrugada
Para assistir com:amigos ou família que curtam levar uns sustinhos.
Batatômetro:Bom (dentro do gênero)
Outros filmes do mesmo diretor, com opiniões minhas:
O filme de quem mais orgulho trouxe aos brasileiros teria que fazer jus ao tamanho e à importância que Ayrton teve. Teria que mostrar como Senna era fantástico como pessoa. Teria que retratar a genialidade de um piloto que fazia chover quando chovia. Teria que ser grande, como Ayrton foi.
Teria, e é! Mostrando momentos marcantes da carreira de Ayrton, o filme agrada até mesmo a quem não chegou a acompanhar muito as obras-primas de Senna nas pistas, e até mesmo a quem não é muito fã de Formula 1. Não importa. Senna é maior que isso. Brasileiro como muitos, patriota como poucos. Bom piloto como muitos, gênio como ninguém.
Fernando Alonso, Sebastian Vettel e cia pilotam carros que só faltam andar sozinhos. Controle de tração? Confere. KERS, para dar aquela ajudinha extra em uma ultrapassagem? Confere. Regulagem de suspensão e aerodinâmica com apenas um toque no botão do volante? Confere.
Senna ganhou três títulos mundiais sem nada disso. Ganhou em Interlagos só com a sexta marcha, pois a caixa de câmbio havia quebrado e travado naquele ponto. Ganhou no braço, no talento, “na raça” mesmo, coisa que falta hoje em dia.
Schumacher quem? Ayrton Senna é imortal. O maior piloto que já existiu.
A expressão "batata de sofá" é uma livre tradução da original em inglês, "couch potato".
Segundo o dicionário Merriam-Webster:
"One who spends a great deal of time watching television"
Segundo os autores deste blog, ser "batata de sofá" significa simplesmente gostar muito de cinema, assistir a filmes com bastante frequência, seja nos telões ou em casa, e compartilhar suas impressões, sensações e reações com outras pessoas.
Se você se enquadra nesta descrição, junte-se a nós e seja bem-vindo, Batata de Sofá!
O vídeo é uma sátira da expressão americana, que tem um sentido muito mais pejorativo mesmo, de pessoas não muito sociáveis. Vale a pena ver just for the fun of it! =)