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terça-feira, 5 de julho de 2011

Transformers: O Lado Oculto da Lua

Transformers: Dark of the Moon
Ação | 2011
Assistido na sala XD do Cinemark SP Market


Se estiver pensando em ir ao cinema para assistir a um filme sem uma trama elaborada, de fácil digestão, do tipo em que uma corridinha ao banheiro (que aliás é bem vinda, já que são 2 horas e 15 minutos de filme) não vai te fazer perder nenhum detalhe vital para o bom entendimento da história, O Lado Oculto da Lua é uma excelente escolha.

Representante mor da categoria “filme pipoca”, Michael Bay (diretor de A Rocha, Armageddon, Pearl Harbor, Bad Boys e da série Transformers) faz o estilo visual 10, conteúdo 0. Não estou julgando, apenas fazendo uma observação. Seus filmes desafiam as leis da física e tomam injeções e mais injeções de testosterona na veia, mas é tudo extremamente divertido, e melhor ainda, em 3D, que poucas vezes tem seu uso justificado como neste longa, o melhor 3D desde Avatar.

Não há muito o que dizer da trama, já que é mais um episódio da eterna batalha entre os Autobots e os Decepticons, que acabam com metade de Chicago para decidir quem sairá vencedor desta que teoricamente é a batalha final. No meio desta chuva de metal pra cá e pra lá, houve tempo para inserir os tradicionais personagens musculosos, alguns personagens divertidos, como os dois robozinhos de Sam Witwicky (Shia Labeouf), o exótico chefe de Sam, Bruce Brazos (John Malkovich), e até um Autobot que se transforma em Ferrari e fala inglês com sotaque italiano!

Para completar, a ausência de Megan Fox neste mais novo longa da série nem é sentida. A bocuda (em todos os sentidos) foi demitida por “desavenças com o diretor” (leia-se “ataque de estrelismo”), e em seu lugar trouxeram uma outra bocuda, Rosie Huntington-Whiteley, para fazer par romântico com Sam. Esta, pelo menos ainda, é bocuda apenas nos atributos físicos (e que atributos!), que compensam a falta de personalidade da personagem, coisa que até os robôs tem de sobra.

Mas quer saber? Ninguém se importa. Basta colocá-la em 3D no meio de Camaros, Mercedes e Ferraris que está tudo certo. Quer ver filme intelectual? Veio ao lugar errado. Transformers é cool, super cool, dude!

Para assistir em: 3D, pelos brilhantes efeitos especiais
Para assistir com: amigos que curtam longos filmes de ação
Batatômetro: Excelente em 3D; bom em 2D


terça-feira, 24 de maio de 2011

Secretariat

Secretariat
Drama | 2010
Assistido em casa em DVD


O filme lembra bastante um precursor do mesmo estilo, Seabiscuit. Apesar de a história ser extremamente parecida, vale dizer que Secretariat ganha o páreo por se tratar de uma história 100% real de uma dona de casa e mãe, Penny Chenery (Diane Lane), que se vê obrigada a assumir os negócios do pai doente.

Com o pouco de conhecimento que tinha de estábulos e de cavalos, ela consegue ficar com a cria de um cavalo de corrida bastante premiado. Precisando levantar recursos para que o pai não perca os negócios, ela contrata um treinador veterano (John Malkovich, ótimo como sempre) para transformar a cria, que acaba recebendo o nome de Secretariat, em um cavalo vencedor.

Sofrendo também por ser uma mulher em um mundo dominado até então por homens, contra tudo e contra todos, ela parte para tentar fazer o que nenhum cavalo conseguira em 25 anos de história do esporte: vencer a Tríplice Coroa, uma sequência de três das mais pesadas corridas, em 1973.

Gostei do retrato de época, bastante competente, e das boas atuações. Fenomenal é saber que o feito de Secretariat é real. A última das três corridas, ápice do filme, é muito emocionante. Veja abaixo:



 
Um filme dos estúdios Disney (filme mesmo, não é desenho ou animação), bem gostoso e com cara de sessão da tarde. Vale a pena por ser uma história real.


Para assistir em: DVD
Para assistir com: a família, principalmente com crianças mais crescidinhas.
Batatômetro: Bom